NÃO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER



Minha avó já dizia que "em mulher não se bate nem com uma flor"... Ela dizia isso porque ouviu de seus pais e ensinava a seus filhos. E ouvia e ensinava, num tempo em que o casamento era mais sólido e a violência contra mulheres, filhas, empregadas (e outras tantas mulheres vitimizadas) ocorria no silêncio cômodo das alcovas.
Em muito se adiantou a vida desde então e (sem ousar tentar esclarecer a respeito da idade da minha avó) hoje as mulheres alcançaram elevado nível de independência... Será?
A violência contra as mulheres parece aumentar cada vez mais... Eloás pipocam no noticiário, notícias de abuso vão feito água de enxurrada pelos programas de tv afora.
E nisso tudo, a pergunta que eu proponho é por que?
Não o porquê da violência que, em última instância é explicável, mas em nenhuma instância tem justificativas. Um porquê da essência das coisas: por quê as mulheres se permitem esse papel de vítima? Um fator claro em qualquer discurso sobre a violência contra a mulher é que, em geral, as mulheres que participam desse quadro são mulheres com probelmas de autoimagem, autoestima.
Por que nós mulheres nos gostamos tão pouco? Por que temos dificuldades com as pequenas rejeições do parceiro e suportamos deles os maiores constrangimentos?
Por que aceitamos parceiros inaceitáveis?
Qual o preço de suportar uma vida com ameaças, discussões, agressões?
Muitas são as perguntas que podem ser formuladas nesse contexto, mas a mensagem que eu queria deixar, correndo o risco da literatura de almanaque ou receita de psicólogo formado por correspondência, é :

AME-SE: Não existem razões para as mulheres se sentirem diminuídas.

MOVIMENTE-SE: sofrer agressões não é normal e nem é passageiro - o problema é do parceiro-agressor e não da vítima. Busque seus direitos e locais de proteção, informação e amparo. Sempre leve uma ameaça a sério, o nada, às vezes é um ótimo resultado, quando não se paga para ver.

MUDE O FOCO: quem ama não maltrata, basta sair de si para entender ou enxergar o que seus pais, parentes e amigos falam a respeito da pessoa que a maltrata e da qual você insiste em dizer "está tudo bem" ou "parem de se meter". Faça atividades disconexas a essa pessoa-problema e você descobrirá outros mundos além dela... e com muito mais possibilidades.

LEMBRE-SE: a solidão está dentro da gente e só nós podemos mudar isso e não o outro. O outro não é resposta para nossas carências. O outro é apenas o outro, às vezes, é bom estar com ele, mas estar sem ele é importante. A carência é uma péssima conselheira.

INVISTA nas suas potencialidades: se um pessoa desacredita ou diminui você, ela não tem nada a acrescentar, portanto não permita que ela contamine os seus ouvidos.

FALE sobre o problema que estiver passando, ao contrário de vergonha, você poderá encontrar conforto. O apoio é fundamental para encerrar uma relação destruidora. Converse com amigos ou familiares da sua confianças, procure ajuda profissional, mesmo correndo o risco de ouvir "eu te avisei" você estará amparada e poderá ser melhor orientada. (nada de procurar a sua prima de quinze... Ela poderá te dar conselhos duvidosos)

Agora, reproduzindo conselhos mais sábios, você pode se guiar por estas dicas e por estas instituições:

6 locais onde buscar apoio em casos de violência

1. Delegacias Especializadas de Atendimento a Mulheres (DEAMs) – Criadas na década de 80, seu papel é investigar e tipificar crimes praticados contra as mulheres

2. Delegacias comuns – Se não existe na cidade uma delegacia especializada, as delegacias comuns são responsáveis pela instauração de inquéritos em casos de violência.

3. Unidades Móveis da Polícia Militar – Atendem a casos emergenciais e posteriormente encaminham as vítimas para as delegacias de polícia para que seja instaurado o Inquérito Policial.

4. A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, criado em 2005 pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), funciona 24 horas, recebe denúncias, presta orientação e realiza encaminhamentos às mulheres em situação de violência.

5. Casa Abrigo - Em caso de violência ou grave ameaça, se a mulher não tem para onde ir, as Casas Abrigo oferecem moradia protegida e atendimento integral até que ela tenha condições necessárias para retomar o curso de sua vida.

6. Defensoria Pública – A Lei Maria da Penha garante as mulheres vítimas de violência o direito de estarem acompanhadas de advogada(o) em audiência. A Defensoria Pública é um dos órgãos responsáveis por este atendimento.

7. OAB – Na maioria dos estados brasileiros a Ordem dos Advogados do Brasil prestam serviço de assistência judiciária gratuita. Informe-se na sua cidade sobre o funcionamento deste serviço.

8. Serviço de assistência judiciária gratuita das universidades – as faculdades de direito costumam realizar assistência judiciária gratuita por meio de escritórios modelos, informe-se em sua cidade.

9. Serviços de saúde – os serviços de saúde são responsáveis pelo socorro imediato em especial nos casos de violência física e sexual. A Lei Maria da Penha admite como meio de prova laudos ou prontuários médicos fornecidos pelos serviços de saúde. Em casos de violência sexual, além do atendimento de emergência as vítimas, existem ainda na rede pública de saúde serviços de aborto legal para casos de gravidez em decorrência da violência sofrida.

10. Centros de atendimento e SOS Mulher – criados no início da década de 80 os centros de atendimento realizam atendimento multidisciplinar (jurídico, social e psicológico) às mulheres vitimizadas.

11. ONGs – Muitas ONGs realizam atendimento direto às mulheres vítimas de violência. Assim como os centros de atendimento focam seu atendimento nas áreas jurídica, social e psicológica.

12. Conselhos e Coordenadorias - são locais de orientação responsáveis pelos encaminhamentos da Rede. Os Estados e os Municípios têm criado diversos Conselhos de Defesa dos Direitos da Mulher em todo o Brasil. Atualmente, são 97 conselhos da mulher espalhados pelo país, 19 estaduais e 78 municipais.

13. Sindicatos – Em casos de assédio sexual e assédio moral procure o sindicato de sua categoria para denunciar a violência sofrida e

14. Ministério Público do Trabalho – tem competência para atuar em casos de discriminação no trabalho.

15. Ouvidorias e Corregedorias – são órgãos responsáveis pelo monitoramento e fiscalização dos serviços públicos de atendimento. As ouvidorias e corregedorias podem ser acionadas em casos de violência institucional, quando o servidor responsável pelo seu atendimento em lugar de atende-la com respeito e eficiência acaba por revitimizá-la.

16. Amigas(os), vizinhas(os) e parentes – além de apoio e ajuda para enfrentar a situação é muito importante manter pessoas próximas, de confiança, informadas sobre a situação que está vivendo.

16 maneiras de assumir a luta pelo fim da violência contra as mulheres

No dia-a-dia

1. Denunciando os casos de violência contra as mulheres que tenha conhecimento.

2. Testemunhando em processos judiciais sobre a violência que presenciou.

3. Dando apoio, proteção, carinho e compreensão para a mulher vitimada.

4. Respeitando as escolhas das mulheres vitimadas, não julgando seus atos.

5. Participando de eventos, seminários e manifestações sobre o tema.
6. Não perpetuando estereótipos e preconceitos sobre a violência contra as mulheres.
7. Incluindo na sua assinatura eletrônica o slogan da Campanha: Uma vida sem violência é um direito das mulheres!
Na sua empresa
8. Promovendo debates e reflexões sobre o tema;
9. Desenvolvendo uma política não discriminatória às mulheres.
10. Desenvolvendo uma política de apoio para as funcionárias vitimizadas.
11. Organizando grupos de discussão para debater o conceito de gênero e os tipos de
violência recorrentes no trabalho (assédio moral, sexual).
12. Apurando e encaminhando para as autoridades competentes casos de assédio sexual e moral contra as mulheres.
Na sua cidade
13. Fortalecendo grupos e organizações que trabalham com o tema.
14. Divulgando a Campanha no seu bairro, grupo de amigos, trabalho.
15. Apoiando iniciativas de criação de serviços e políticas públicas de atendimento às mulheres vitimizadas.
16. Fiscalizando o funcionamento dos serviços locais de atendimento às mulheres vitimizadas.
Lembre-se sempre: Não existe mulher que gosta de apanhar, o que existe é mulher humilhada demais para denunciar, machucada demais para reagir, pobre demais para ir embora.

16 Direitos garantidos às mulheres vitimadas

1. É um direito seu ser tratada com dignidade nos serviços responsáveis pelo seu atendimento.

2. Direito de pedir o afastamento do agressor de casa quando houver grave ameaça a sua saúde, integridade física ou mental ou a de seus filhos.

3. Caso seja obrigada a sair de casa às pressas para resguardar sua integridade, saiba que é um direito seu retirar seus bens pessoais (roupas, objetos de higiene etc) bem como, os de seus filhos/as. O delegado(a) deve designar um policial para que a acompanhe nesta situação.

4. Direito a ser colocada em lugar seguro (casas abrigo ou outros serviços similares) em casos de grave ameaça contra sua vida ou de seus filhos.

5. Caso seja obrigada a sair de casa para resguardar sua integridade, você tem o direito de solicitar que o juiz determine o afastamento do agressor do lar para que você possa voltar a viver em sua casa.

6. Em caso de separação, direito a pensão alimentícia para seus filhos e para si caso não possua meios de prover seu próprio sustento.

7. Direito aos bens adquiridos em conjunto no casamento de acordo com o regime de bens adotado.

8. Direito a guarda de seus filhos caso demonstre estar apta para educa-los.

9. Direito de atendimento médico e psicológico especializado em casos de violência sexual.

10. Direito a realização de aborto legal na rede pública de saúde em caso de gravidez decorrente de estupro.

11. É um direito seu estar acompanhada de um/a advogado/a nos processos judiciais decorrentes da agressão/ameaça sofrida. Caso não possa pagar por um/a peça para que o/a juiz/a nomeie um/a para assisti-la na audiência.

12. Você tem o direito de ser informada dos atos processuais relativos ao agressor, especialmente dos pertinentes ao ingresso e à saída da prisão, sem prejuízo da intimação do advogado constituído ou do defensor público.

13. Direito de ter restituídos os bens indevidamente subtraídos pelo agressor.

14. Direito de suspender todas as procurações conferidas por você ao agressor.

15. Direito que o agressor se mantenha afastado de você, de sua família e de sua casa.

16. Direito que o agressor tenha restringido ou suspenso seu porte de armas.


Um bisu de: artesanato

Em português ou em alemão, aqui ou na Suíça, olha que lindo o que ela faz. As peças são delicadas, feitas com esmero e agrada a todos os estilos. Muito lindinho... Espero que você encontre o seu, se tiver com tempo, passa lá na Suiça, caso contrário faça uma visita virtual ao site http://www.flor-de-mariana.ch/Flor_de_Mariana/Herzlich_Willkommen___Bem_vindos.html



Clique na foto para aumentar sua resolução e assim ver as coisas lindas que ela faz. :)

PALAVRAS DO POETA...


S.O.S Natureza
O pássaro que canta ,um canto bem lento.
parece um lamento da fauna que chora.
O homem que anda na flora queimada,
Com o sol escaldante a lhe castigar,
procura espantado não tem como achar,
Uma sombra de árvore para lhe abrigar,
Sentado a chorar no infeliz desalento,
a causa da dor, odesmatamento.
Agora só Deus é quem pode ajudar,
Com lágrimas de chuva a terra molhar,
A terra agradece começa a brotar,
é vida que surge pro mundo encantar,
Tem árvore,tem fruto,tem rio,tem mar.
É tudo perfeito pro homem cuidar,
Mãe natureza agradece e vem contemplar,
A consciência do homem que se faz presevar,
A fauna a flora, o seu habitat.

J.Marcello

Sobre o poeta... "meu nome J.Marcello, ariano doido, formado em filosofia e ciências da religião, adoro poemas eruditos e escritores conteporâneos; meus poemas são um remédio para dor da alma, pois fala sempre de um amor ou uma saudade, de forma emocional e racional, não sentimental."

BISUS


Numa postagem anterior, falei a respeito de dicas de como ler para as crianças. Hoje vou falar de como ser um contador de histórias. O norte dessa atividade é a preocupação de trabalhar a afetividade, a emoção e o imaginário do ouvinte. Não existe lugar, momento , ou pessoa com talento especial, pois todos devem contar histórias, em todos os lugares e sempre. No fundo o que vale é a disposição em estar com o outro, tecer sonhos, e se doar para que alguém seja feliz, nem que seja por alguns momentos.

Abaixo estão algumas dicas:

· O conhecimento antecipado do texto (escrito ou imagético, impresso ou eletrônico), observando os elementos que o compõe, vivenciando as emoções e familiarizando-se com os personagens;

· A escolha de um texto que dê prazer, para que se possa transmiti-lo com prazer;

· A utilização de "senhas" para iniciar e terminar a história. Alguns exemplos:

NO INÍCIO

"Era uma vez ... "
"Há muito tempo atrás ..."
"No tempo em que os bichos falavam ..."
"No tempo em que a galinha tinha dentes..."
"Numa floresta muito distante ..."

NO FINAL

Entrou por uma porta
Saiu pela outra
Quem quiser que conte outra
Entrou por uma porta
Saiu pela outra
Mande el rei, meu senhor
Que me conte outra.
Entrou pelo pé de um pinto
Saiu pelo pé de um pato
Mande el rei, meu senhor
Que conte quatro.
Minha história acabou
Um rato passou
Quem o pegar
Poderá sua pele aproveitar.
E assim terminou a história...

ALGUMAS DICAS PARA UM CONTADOR DE HISTÓRIAS

  • Haja com naturalidade;
  • Opte por ler ou por contar a história, sem mesclar;
  • Não esconda as palavras difíceis. Se o ouvinte for criança fale a palavra naturalmente, caso seja um objeto ou personagem fora de contexto, brinque com a palavra antes de iniciar a história. Ex: urinol;
  • Evite utilizar a linguagem no diminutivo, "apequenando" o ouvinte; Ex: Criancinhas, eu vou contar uma histórinha deste livrinho, mas antes vamos cantar uma musiquinha;
  • A história não deve ser utilizada para dar lição de moral ou para corrigir comportamentos;
  • Não apresente apenas histórias "fechadas", pelo contrário utilize-se de histórias com facetas contraditórias. Ex: Branca de neve (branca e bonita) Menina bonita do laço de fita - Ana Maria Machado (negra e bonita);
  • Quando possível utilize músicas e cantigas, porque elas seduzem as pessoas em qualquer faixa de idade;
  • Apresente diferentes versões de uma história, porém antes de iniciar, informe ao ouvinte, pois em especial as crianças menores, não admitem alterações;
  • ENFIM: faça do ato de contar histórias um momento prazeroso.

SUGESTÃO DE LEITURA
COELHO, Betty. Contar histórias uma arte sem idade. São Paulo: Ática, 1986.

Torne-se voluntário.
Crie uma iniciativa dessa natureza no seu bairro, colégio, na sua comunidade.

Para os professores, nossos segundos contadores de histórias.

Casa dos Contadores de História. Sim! Eles tem uma casa!

Facilitando a vida internet 6

Oi.

Eu sei que ando sumida, mas gente desculpa, sabe como é monografia né? Consegui terminar, mas fiquei bem doente nos últimos dias. E falando de monografia, queria compartilhar coisas que estão ajudando na minha aqui na internet.

Bom na minha monografia eu tinha que fazer uma atividade online e coletar dados online. Como fazer isso? Bom primeiro eu usei o Google Docs pra coletar e tabular alguns dados. Usei a opção formulário:



Nele você pode desenvolver o formulário é bem simples e sem mistério, qualquer dúvida comenta aí. Clicando depois na planilha, no menu formulário você tem acesso as respostas em resumo, assim:


Apliquei meu questionário no twitter e em uma aplicação em sala de aula, em ambos eu usei o meu Meadiciona.com para deixar o link num lugar neutro e usei o Migre.me para encurtar e contar os cliques.


No twitter o Tiago Mukarami me deu a dica do Mendeley para fazer o controle bibliográfico dos meus artigos e mexendo vi que também serve de leitor, além disso é grátis e no blog Bibliotecários Sem Fronteiras ele colocou o plugin para a formatação em ABNT.


Outra coisa que usei bastante foi adicionar ao meu buscador do firefox o Scholar da Google é só clicar em Adicionar tipo de pesquisa. Tem essa apresentação do Luluzinha Camp que apresentei junto com a Rafaela Moura, que ajuda na hora da pesquisa por artigos.